Início e Fim

Uma pequena amostra de grandes livros

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23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
(…)
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
(…)
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
(…)
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

95 Teses, Martin Luther


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No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia, tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

“Macunaíma”, Mário de Andrade [primeiras linhas]


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Mais um livro religioso, dessa vez dos muçulmanos.
Aqui cabe duas breves explicações. A primeira, quanto ao nome: Alcorão é a junção de duas palavras árabe - Al (o artigo “o/a”) e Corão (“recitação”). Eis porque alguns dizem apenas Corão, porque também está correto, só lhe falta o artigo na frente. É como se dissesse “Bíblia” ao invés de “A Bíblia”. Optei pela forma com o artigo “Al” por ser mais difundida e geralmente mais aceita. Até porque (como visto na Wikipédia), outras palavras árabes que foram incorporadas por nós vieram juntamente com o artigo e se aglutinaram em um só vocábulo - como álgebra e almanaque.
O outro esclarecimento é sobre o autor e a data de publicação do livro. A tradição islâmica diz que ele foi ditado por Deus, recebido por Maomé e transcrito por outras pessoas quaisquer. Para não entrar no mérito de quem seria o “verdadeiro autor”, deixei em branco como com a Bíblia. Já a data da publicação é outra incógnita, pois o Alcorão é, na verdade, livros compilados e não uma obra só, então não convém aqui esse tipo de atribuição.

Mais um livro religioso, dessa vez dos muçulmanos.

Aqui cabe duas breves explicações. A primeira, quanto ao nome: Alcorão é a junção de duas palavras árabe - Al (o artigo “o/a”) e Corão (“recitação”). Eis porque alguns dizem apenas Corão, porque também está correto, só lhe falta o artigo na frente. É como se dissesse “Bíblia” ao invés de “A Bíblia”. Optei pela forma com o artigo “Al” por ser mais difundida e geralmente mais aceita. Até porque (como visto na Wikipédia), outras palavras árabes que foram incorporadas por nós vieram juntamente com o artigo e se aglutinaram em um só vocábulo - como álgebra e almanaque.

O outro esclarecimento é sobre o autor e a data de publicação do livro. A tradição islâmica diz que ele foi ditado por Deus, recebido por Maomé e transcrito por outras pessoas quaisquer. Para não entrar no mérito de quem seria o “verdadeiro autor”, deixei em branco como com a Bíblia. Já a data da publicação é outra incógnita, pois o Alcorão é, na verdade, livros compilados e não uma obra só, então não convém aqui esse tipo de atribuição.

Arquivada em Alcorão Corão autor desconhecido